Medalhista de bronze em Paris, Vitor Tavares/Foto-Reprodução: Ana Patrícia Almeida/CPB
Introduzido oficialmente no Brasil em 2006, o parabadminton percorreu um caminho de crescimento rápido até alcançar um marco histórico nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. Entre o desenvolvimento da modalidade, a expansão das competições e resultados expressivos no cenário internacional, o país consolidou sua presença como uma das forças emergentes do esporte.
Do Distrito Federal ao cenário nacional
A trajetória do parabadminton brasileiro começou em meados dos anos 2000. Em 2006, o professor Létisson Samarone Pereira introduziu oficialmente a modalidade no Distrito Federal, dando início a um processo de expansão que mudaria a história do esporte paralímpico no país.
Com a modalidade ganhando espaço, os primeiros passos competitivos começaram a surgir:
- Em 2008, aconteceram as primeiras competições estaduais oficiais, no Distrito Federal;
- Em 2009, foi realizado o primeiro Campeonato Nacional, também no Distrito Federal;
- Em 2011, o Brasil estreou em torneios internacionais, elevando o nível técnico dos atletas e ampliando a experiência no cenário mundial.
O desenvolvimento passou a ser conduzido pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), seguindo as diretrizes estabelecidas pela Federação Mundial de Badminton (BWF).
O impacto da entrada nos Jogos Paralímpicos
Um dos principais momentos para o crescimento mundial da modalidade aconteceu com a inclusão do parabadminton no programa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, realizados em 2021.
Na ocasião, o Brasil contou com apenas um representante: Vitor Tavares, da classe SH6. Mesmo estreando no principal evento do esporte paralímpico, o brasileiro terminou em quarto lugar, resultado que indicava um cenário promissor para os anos seguintes.
A medalha inédita em Paris 2024
O ciclo paralímpico seguinte marcou definitivamente a história do Brasil na modalidade. Em Paris 2024, a delegação brasileira chegou mais forte e foi composta por Vitor Tavares (SH6), Rogério Oliveira (SL4) e Daniele Souza (WH1).
A campanha trouxe feitos inéditos para o país:
- Primeira medalha paralímpica do Brasil: Vitor Tavares conquistou o bronze na classe SH6 após derrotar o então número 1 do mundo, Chu Man Kai, de Hong Kong. O resultado garantiu a primeira medalha paralímpica brasileira da história do badminton.
- Primeira participação feminina: Daniele Souza entrou para a história ao se tornar a primeira brasileira do parabadminton a disputar os Jogos Paralímpicos. Além disso, também foi a primeira mulher do país a vencer uma partida na competição.
Crescimento e novas referências
Além dos resultados alcançados nos Jogos Paralímpicos, outros atletas brasileiros vêm acumulando conquistas importantes em torneios internacionais. Nomes como Marcelo Conceição (WH1) e Daniele Torres (WH1) têm se destacado no circuito, reforçando a evolução técnica do país.
Com uma base cada vez maior de praticantes, crescimento estrutural e resultados relevantes fora do país, o parabadminton brasileiro vive atualmente seu momento mais sólido. O esporte segue construindo uma trajetória marcada por inclusão, representatividade e desempenho, fortalecendo seu espaço no cenário paralímpico nacional e internacional.
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São Paulo, 19 de maio de 2026
João Pedro Camacho