Confira!

Notícias

Talento piauiense: Fhelipe Lennon vive nova fase em São Paulo e mira seleção brasileira adulta no badminton

Foto-Reprodução: Instagram/@fhelipel.santos

Recém-chegado do Piauí para defender o Pinheiros em 2026, Fhelipe Lennon encara um dos momentos mais importantes da carreira. Aos 17 anos, o jovem atleta passa por um período de adaptação em São Paulo, conciliando treinos, estudos e competições, enquanto sonha em alcançar a seleção brasileira principal. Em meio às mudanças, o piauiense ainda encontrou tempo para conquistar a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá.

O primeiro ouro pelo Time Brasil

Em abril deste ano, Fhelipe integrou a delegação brasileira nos Jogos Sul-Americanos da Juventude. Ao lado do primo Marcos Filho, conquistou o título das duplas masculinas após vitória sobre os venezuelanos Fabrício Rodriguez e Johalbert Laverde por 2 sets a 0 (21/13 e 21/14). O resultado ajudou o Brasil a terminar a competição na liderança do quadro de medalhas.

“Eu nunca tinha participado de um campeonato assim com vários esportes. Foi muito bom, porque demos o nosso máximo e conseguimos ajudar o Time Brasil. Sinceramente, não sei descrever a sensação de ouvir o hino do Brasil no pódio”, relembrou.

Além da campanha dourada, o jovem aproveitou bastante a experiência para fazer novas amizades com atletas de outras modalidades. 

O início no badminton e influência do Joca

O badminton sempre esteve presente na família de Fhelipe. Influenciado pelos primos Sayane Regina e Marcos Filho, que já praticavam a modalidade, o jovem começou a jogar aos seis anos e rapidamente se apaixonou pelo esporte.

Sua trajetória teve início no Joca Claudino, tradicional clube do Piauí conhecido por revelar talentos do badminton brasileiro. Na equipe, o jovem acompanhou de perto o crescimento de atletas que hoje são referências nacionais, como Juliana Viana, Fabrício Farias e Jaqueline Lima.

“Eu lembro que quando eu comecei, a Juliana Viana também era nova. Ela era muito boa, jogava categorias acima e ganhava. Hoje, ela é a melhor do Brasil e tenho ela como referência pelo modo que se comporta em quadra”, contou.

Adaptação a rotina em São Paulo

No início de 2026, Fhelipe decidiu aceitar o convite do Esporte Clube Pinheiros. Mesmo recebendo interesse de outras equipes, como Paulistano e Recreio da Juventude, a escolha foi influenciada pela namorada e parceira de duplas Vivian Nanami Iha e pela treinadora Fran Lima, que já faziam parte do clube paulista.

“Eu sempre tive vontade de entrar para o Pinheiros, primeiro pela força em todos os esportes e depois por causa da Fran e da Vivi. Queria ficar mais perto da Vivi e a Fran me conhece desde que eu comecei lá no Piauí, minha mãe tem muita consideração por ela”, explicou.

A mudança para a capital paulista trouxe novos desafios. Morando com um companheiro de clube, Fhelipe divide o dia entre treinamentos e aulas online, enquanto finaliza o Ensino Médio. Entre as maiores dificuldades, o jovem aponta a saudade da família, o trânsito e o custo de vida. 

“Quando eu cheguei estava com muita saudade da família, mas agora estou me acostumando. Acho que a principal dificuldade é o transporte, porque aqui é muito trânsito e também os preços, aqui tudo é caro”, afirmou.

Expectativa para o Pan-Americano Júnior

Depois do ouro no Panamá, Fhelipe também garantiu a convocação para o Pan-Americano Júnior, que será disputado em julho, em João Pessoa (PB). Em 2025, o jovem integrou o elenco brasileiro medalhista de bronze na competição continental e acredita que o grupo pode ir além nesta edição.

“Quero trabalhar bastante no que eu preciso melhorar e estou com a expectativa muito alta. Vou ajustar tudo nos treinos e acho que dá para buscar a prata ou o ouro dessa vez”, destacou.

Sonhos dentro e fora das quadras

Mesmo focado na carreira esportiva, Fhelipe também planeja o futuro acadêmico. O jovem pretende cursar engenharia de software em formato EAD para conseguir conciliar os estudos com a rotina de atleta de alto rendimento.

“Eu quero muito entrar na seleção adulta, quem sabe disputar uma Olimpíada, e tentar fazer uma faculdade EAD para estudar no tempo vago”, concluiu.

Confira o bate-papo completo do Badbrothers com Fhelipe a seguir:

Continue acompanhando todas as histórias do badminton e do parabadminton no portal do Badbrothers e em nossas redes sociais:

Instagram: @badbrothers_brasil

TikTok: @badbrothers_brasil

São Paulo, 14 de maio de 2026

João Pedro Camacho

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × 5 =

Notícias

Mais em Notícias