Confira!

Notícias

Hawk-Eye no badminton: como funciona e por que não chegou ao Brasil

Presente nos principais torneios internacionais desde 2014, o Hawk-Eye revolucionou a arbitragem do badminton ao oferecer decisões mais precisas em lances duvidosos. Utilizando câmeras de alta velocidade e visão computacional, a tecnologia auxilia árbitros e atletas em marcações de “dentro” ou “fora”. Apesar da ampla utilização no circuito mundial, o sistema ainda não foi implementado nas competições nacionais brasileiras devido aos custos e à complexidade operacional.

Hawk-Eye trouxe mais precisão para o badminton

O desafio eletrônico, conhecido como Hawk-Eye, tornou-se uma das principais ferramentas da arbitragem moderna no badminton. Adotado pela Federação Mundial de Badminton (BWF) desde 2014, o recurso combina tecnologia e transparência para auxiliar na tomada de decisões em lances que podem definir o resultado de uma partida.

Como a tecnologia funciona

Desenvolvido com um avançado sistema de visão computacional, o Hawk-Eye utiliza entre três e cinco câmeras de alta velocidade posicionadas ao redor da quadra. Todas trabalham de forma sincronizada e capturam milhares de imagens por segundo, permitindo rastrear a trajetória da peteca em três dimensões.

Com essas informações, o sistema calcula com precisão o ponto exato em que a peteca toca o solo. Quando solicitado, o Hawk-Eye gera uma simulação visual exibida para o árbitro e para o público, indicando se a marcação original estava correta ou não. A margem de erro é inferior a 3,6 milímetros, e a BWF segue investindo em melhorias para aumentar ainda mais a precisão da ferramenta.

O uso estratégico dos desafios

Assim como acontece em outros esportes, cada atleta ou dupla possui um número limitado de desafios por set. Quando o pedido é aceito e a decisão original é revertida, o desafio é mantido. Caso a solicitação esteja incorreta, o jogador perde uma de suas tentativas.

O sistema reduz interrupções desnecessárias e adiciona um componente estratégico à partida, já que os competidores precisam avaliar cuidadosamente quando utilizar o recurso, principalmente em momentos decisivos.

Benefícios para atletas e público

A utilização do Hawk-Eye diminui a incidência de erros humanos, aumenta a confiança dos atletas nas decisões da arbitragem e torna os lances mais transparentes para quem acompanha a partida. Além disso, o replay exibido em tempo real permite que o público visualize exatamente o resultado da revisão.

Por que o Hawk-Eye ainda não é utilizado no Brasil?

Apesar de consolidado nos principais eventos internacionais, o Hawk-Eye ainda não faz parte das competições nacionais organizadas no Brasil. A Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) não implementou a tecnologia devido ao elevado custo operacional e à estrutura técnica necessária para seu funcionamento.

Dessa forma, os torneios brasileiros seguem dependendo exclusivamente da arbitragem humana para definir os lances de jogo.

Tecnologia que segue impulsionando a arbitragem

Mesmo sem presença no cenário nacional, o Hawk-Eye representa um importante avanço para o badminton mundial. A ferramenta contribui para decisões mais justas e precisas, reforçando a credibilidade da arbitragem e acompanhando a evolução tecnológica do esporte.

Assista o vídeo a seguir para entender como funciona o desafio eletrônico Hawk-Eye: 

https://youtu.be/sF5lGslGY_0 

Continue acompanhando todas as curiosidades do badminton e do parabadminton no portal do Badbrothers e em nossas redes sociais:

 

 

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

8 − 4 =

Notícias

Mais em Notícias