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Fabiana da Silva revela metas do badminton brasileiro para os Jogos Sul-Americanos

Técnica Fabiana da Silva/Foto-Reprodução: COB

Após a disputa do Campeonato Mundial, realizado em Nova Déli, na Índia, a Seleção Brasileira de Badminton já volta suas atenções para um novo desafio internacional. A partir da próxima segunda-feira (21), a equipe nacional entra em quadra nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina, com a expectativa de repetir ou superar a campanha de 2022, no Paraguai, quando o badminton brasileiro conquistou 11 medalhas, sendo seis ouros, quatro pratas e um bronze. 

Os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé começaram no dia 12 de setembro, mas o badminton terá início apenas na próxima segunda-feira. O evento é o primeiro grande compromisso multiesportivo do ciclo rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, colocando a delegação brasileira novamente diante de uma competição continental.

A treinadora da Seleção e ex-atleta olímpica, Fabiana da Silva, projeta uma participação de destaque para o Brasil. A técnica acredita que a equipe possui condições de colocar representantes no topo do pódio em todas as categorias e destaca a importância de buscar um resultado igual ou superior ao obtido na última edição.

“Vamos em busca da melhor campanha possível. O nosso objetivo é melhorar, ou repetir o desempenho da edição de 2022”, afirmou Fabiana ao Badbrothers. 

Campanha histórica em Assunção

Na edição de 2022, realizada em Assunção, a Seleção Brasileira protagonizou uma das principais campanhas da modalidade nos Jogos Sul-Americanos. Ao todo, foram 11 medalhas, com seis ouros, quatro pratas e um bronze.

O desempenho também foi marcado pela presença brasileira em todas as finais. A única decisão que não contou exclusivamente com atletas do país aconteceu nas duplas masculinas. Agora, quatro anos depois, o objetivo é repetir o protagonismo continental em Santa Fé.

Mundial serviu como preparação 

Antes da disputa na Argentina, o principal compromisso da Seleção Brasileira foi o Campeonato Mundial, realizado em Nova Déli. O país conseguiu avançar da primeira rodada em duas categorias.

Nas duplas mistas, Fabrício Farias e Jaqueline Lima venceram o primeiro confronto, enquanto Fabrício Farias e Davi Silva fizeram o mesmo nas duplas masculinas. As duas parcerias, porém, deixaram a competição na segunda fase.

Ao final do Mundial, o Brasil somou duas vitórias em nove jogos e não alcançou as oitavas de final. Internamente, o desempenho foi considerado positivo, embora também tenha ficado a sensação de que algumas categorias poderiam ter avançado mais no torneio.

“Poderíamos ter ido mais longe em algumas categorias. O desempenho foi bom, mas sempre queremos mais. Estamos no caminho para avançar mais longe”, disse Fabiana. 

Da vela ao badminton 

Nascida e criada em Niterói, a ex-atleta praticava vela desde a infância no Projeto Grael. Em determinado dia, porém, as condições climáticas impediram a realização da atividade. Foi quando o seu professor pegou raquetes e petecas que estavam no carro e apresentou o badminton para a jovem atleta.

A experiência marcou o início de uma trajetória que, anos mais tarde, levaria Fabiana a representar o Brasil em grandes competições internacionais.

Com uma trajetória marcada por conquistas no badminton, Fabiana destaca dois momentos especiais da carreira. O ouro no individual feminino dos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, em 2018, foi um dos títulos marcantes da carreira. No ano seguinte, veio outra conquista de grande significado: o bronze nas duplas femininas do Pan-Americano de Lima, ao lado de Tamires Santos.

A medalha no Peru representou a realização de um dos objetivos da atleta, que sonhava em subir ao pódio dos Jogos Pan-Americanos. Depois da competição, Fabiana concentrou as atenções na disputa de simples, categoria na qual conseguiu a tão sonhada classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Pandemia trouxe incertezas antes de Tóquio 

A classificação olímpica, no entanto, aconteceu em um período marcado pela pandemia de Covid-19. Fabiana precisou conviver com a incerteza sobre a realização dos Jogos e, posteriormente, com o receio de testar positivo para o vírus nos dias que antecederam a competição. Mesmo apreensiva, a atleta manteve a rotina de treinamentos antes do embarque para Tóquio e redobrou os cuidados para evitar uma possível contaminação. 

“Era minha obsessão disputar as Olimpíadas. Até o início dos Jogos estava muito apreensiva, pois tinha que ter todo um cuidado para não testar positivo”, contou a técnica.

A apreensão deu lugar à realização do maior sonho da carreira: disputar uma Olimpíada. Em Tóquio, Fabiana foi eliminada na primeira fase e não conquistou vitórias, mas a oportunidade de representar o Brasil em uma Olimpíada se tornou uma experiência que permanecerá para o resto da vida.

Experiência olímpica agora é compartilhada com a Seleção

Agora como técnica da equipe nacional, Fabiana utiliza os aprendizados adquiridos durante a própria trajetória para auxiliar os atletas brasileiros.

O trabalho também já está direcionado para um dos principais objetivos do badminton nacional no próximo ciclo olímpico: conquistar vagas em duplas para Los Angeles 2028, feito que o Brasil ainda não conseguiu em uma edição dos Jogos.

A meta contempla também a classificação dos representantes das categorias de simples, mas a busca por vagas nas duplas aparece como um dos grandes desafios para o próximo ciclo.

“Nosso objetivo é classificar os atletas de simples, mas principalmente as duplas. Seria histórico, pois seria a primeira vez”, declarou Fabiana.

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São Paulo, 16 de setembro de 2026

João Pedro Camacho

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