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Entenda as classes e formações de duplas no parabadminton

Foto-Reprodução: Marcelo Zambrana/CPB

Criado para garantir equilíbrio competitivo e igualdade entre os participantes, o parabadminton possui uma estrutura baseada em classes funcionais que agrupam os atletas de acordo com o tipo e o grau de comprometimento físico. Além das divisões individuais, a modalidade também conta com combinações específicas nas duplas, adaptadas para tornar as disputas mais justas.

Como funciona a divisão das classes no parabadminton

O parabadminton é uma das modalidades paralímpicas que mais cresce no Brasil e no mundo. Para assegurar disputas equilibradas, os atletas são distribuídos em seis classes funcionais, organizadas conforme características físicas e nível de mobilidade.

As duas primeiras categorias são destinadas aos atletas cadeirantes:

  • WH1 (Wheelchair 1): Reúne jogadores com menor mobilidade de tronco e pernas, apresentando maior comprometimento motor. Os atletas atuam sentados em cadeira de rodas e, nas disputas individuais, utilizam meia-quadra.
  • WH2 (Wheelchair 2): Abrange atletas com maior controle de tronco e mobilidade, apresentando comprometimento físico menor em relação à classe WH1. Assim como na categoria anterior, as partidas individuais também acontecem em meia-quadra.

As classes para atletas andantes

As demais categorias são compostas por jogadores que competem em pé:

  • SL3 (Standing Lower 3): Destinada a atletas com limitações mais significativas em uma ou nas duas pernas, afetando equilíbrio e deslocamento. Nas partidas de simples, os atletas jogam em meia-quadra, enquanto nas duplas utilizam a quadra inteira. 
  • SL4 (Standing Lower 4): Inclui competidores com menor comprometimento nos membros inferiores. As disputas acontecem sempre em quadra completa.
  • SU5 (Standing Upper 5): Categoria formada por atletas que possuem limitações nos membros superiores, como braços e mãos. As partidas também são realizadas em quadra inteira. 
  • SH6 (Short Stature): A sexta e última categoria reúne atletas com baixa estatura, geralmente associada a condições como acondroplasia (nanismo). As disputas dessa classe acontecem em uma quadra adaptada, com a peteca posicionada em altura reduzida.

Como funcionam as combinações de duplas

Além das categorias individuais masculinas e femininas, o parabadminton conta com disputas de duplas masculinas, femininas e mistas. As parcerias seguem combinações específicas para equilibrar as características dos jogadores.

Entre as principais formações estão:

  • WH1-WH2: Duplas em cadeira de rodas formadas para equilibrar diferentes níveis de mobilidade entre os atletas.
  • SL3-SL4: Combinação entre jogadores com diferentes graus de comprometimento nos membros inferiores.
  • Duplas mistas entre classes distintas: Algumas formações podem unir atletas de categorias diferentes, como um jogador SL3 e outro SU5, equilibrando fatores como alcance, movimentação e cobertura da quadra.

A única exceção é a classe SH6, que não realiza combinações com outras categorias devido às adaptações específicas utilizadas nas partidas.

Apesar das diferenças entre as classes, as regras de saque e as delimitações de quadra seguem princípios semelhantes aos do badminton convencional, recebendo apenas ajustes necessários para manter a competitividade e a igualdade nas disputas.

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São Paulo, 26 de maio de 2026

João Pedro Camacho

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