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Deivid Silva e sua trajetória no badminton rumo ao topo do cenário nacional

Deivid Silva campeão da primeira etapa nacional de badminton de 2025/ Foto – Reprodução: Badminton Pan Am

O badminton mudou a vida de Deivid Silva. Criado no Rio de Janeiro, o atleta de 21 anos cresceu em meio a dificuldades, mas nunca deixou de acreditar em seu potencial. Ao lado do irmão gêmeo, Davi, começou no esporte ainda criança e encontrou no projeto Miratus a oportunidade de construir uma carreira. Superou desafios dentro e fora das quadras, treinou sob risco da violência e enfrentou questionamentos sobre sua altura incomum para o esporte. Hoje, ocupa a terceira posição no ranking nacional e em 2025, teve um dos momentos mais marcantes da carreira ao conquistar a primeira etapa nacional no simples masculino.

Os primeiros passos no badminton 

O primeiro contato de Deivid Silva com o badminton aconteceu de forma inesperada. A modalidade fazia parte das atividades da creche onde estudava e aos poucos virou parte de sua rotina. Com o tempo, seus pais descobriram a Associação Miratus de Badminton e aos seis anos, Deivid e Davi entraram para o projeto social.

O ambiente competitivo entre os dois marcou a infância e os primeiros torneios. “Se a gente estivesse ganhando e tomasse a virada, começávamos a chorar no meio do jogo e depois brigávamos”, contou. Nos treinamentos, os dois também tinham seus desentendimentos. “No treino, já aconteceu de um jogar a raquete um no outro”, mencionou. O amadurecimento veio com o tempo e hoje os dois seguem caminhos diferentes dentro do esporte.

Atualmente, não jogam mais juntos de dupla. Deivid tem focado na categoria simples masculino, enquanto Davi se destaca nas duplas masculinas ao lado de Fabrício Farias – com quem ocupa a segunda posição do ranking nacional – e também nas duplas mistas, onde, ao lado de Samia Lima, é o atual número cinco do Brasil. Apesar de não entrarem em quadra mais juntos, ambos vivem na concentração da Seleção Brasileira de Badminton, em Piracicaba, compartilhando a rotina de treinos e campeonatos.

Treinos em meio ao risco: a violência nunca foi uma barreira

O caminho até o sucesso teve desafios que foram além das quadras. Deivid e Davi cresceram na comunidade da Chacrinha, no Rio de Janeiro, onde a violência fazia parte da rotina. Mesmo em meio a tiroteios, a motivação para treinar falava mais alto. “Meus pais tinham medo de me deixar sair de casa à noite para treinar, porque era o momento que aconteciam os tiros. Às vezes, a gente precisava esperar até a situação acalmar para ir embora”.

Mesmo sabendo que era perigoso, Deivid nunca deixou de ir treinar, pois entende até hoje, que para alcançar seu sonho todo esforço vale a pena. 

A altura incomum no badminton e as dúvidas sobre outros esportes

Com uma altura de 2,02m, Deivid Silva chama a atenção por onde passa. Desde criança, ouviu a pergunta clássica: “Por que não jogar basquete ou vôlei?”. Ele mesmo brinca sobre o assunto. “Eu brinco com meus pais até hoje: ‘por que não me colocaram no basquete? Dá mais dinheiro!’”, disse rindo.

Mesmo sendo jogador de badminton, disse que já pensou em migrar para o basquete, mas que teria dificuldades na adaptação. Em quadra, usa sua estatura como um diferencial, principalmente no ataque.

Uma conquista emocionante na carreira

Em fevereiro de 2025, Deivid Silva viveu um dos momentos mais marcantes da sua carreira. Após um período difícil, com lesões e resultados incômodos, venceu a primeira etapa do Circuito Nacional, em Maringá. A imagem do atleta deitado na quadra, chorando de emoção, simbolizou a superação.

A emoção de Deivid após a conquista da primeira etapa nacional em fevereiro/Foto – Reprodução: Cbbd

“Foi uma emoção muito grande. Eu sempre batia na trave, também vinha me machucando bastante. Foi um turbilhão de coisas que passou na minha mente, não deu para segurar, esperei tanto por aquele momento”, revelou. Agora, o atleta mira voos ainda mais altos, buscando representar o Brasil nas Olimpíadas de Los Angeles em 2028. 

Quer conferir a entrevista completa? Assista ao vídeo abaixo e acompanhe mais histórias no Resenha Badbrothers!

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João Pedro Camacho

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