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A jornada do badminton nos Jogos Olímpicos e a participação do Brasil nas últimas edições

Atletas Ygor Coelho e Juliana Viana em Paris 2024/Foto-Reprodução: Alexandre Loureiro/COB

Desde as primeiras aparições como esporte de demonstração até o domínio asiático, a ascensão europeia e os passos consistentes do Brasil, o badminton construiu uma trajetória nas Olimpíadas marcada por feitos históricos, grandes campeões e uma evolução que segue em curso rumo aos próximos ciclos olímpicos.

Início da presença olímpica

A estreia oficial do badminton nos Jogos Olímpicos aconteceu inicialmente como esporte de demonstração em Munique 1972, repetindo a experiência em Seul 1988. O sucesso de público e a organização da Federação Mundial de Badminton (BWF) foram decisivos para a inclusão definitiva da modalidade em Barcelona 1992.

No primeiro momento, o esporte passou a integrar o programa olímpico com quatro categorias: simples masculino e feminino, duplas masculinas e femininas. O formato atual foi completado apenas em Atlanta 1996, com a introdução das duplas mistas, totalizando cinco eventos disputados até os dias de hoje.

Domínio asiático e marcos simbólicos

Desde sua inclusão oficial, o badminton tem sido amplamente dominado por países asiáticos, com destaque para China, Indonésia e Coreia do Sul. Logo na estreia em Barcelona 1992, a Indonésia viveu um capítulo emblemático ao conquistar suas primeiras medalhas de ouro olímpicas com Susi Susanti e Alan Budikusuma, que se tornaram heróis nacionais.

A China, por sua vez, consolidou-se como a principal potência da modalidade. O ápice desse domínio ocorreu nos Jogos de Londres 2012, quando os atletas chineses conquistaram todas as cinco medalhas de ouro disponíveis, um feito inédito na história olímpica do badminton.

Ao longo das edições entre Barcelona 1992 e Paris 2024, os números evidenciam essa hegemonia, quatro países asiáticos estão entre os cinco que mais ganharam medalhas. Confira no quadro geral de medalhas a seguir: 

País Ouro Prata Bronze Total
China 22 15 15 52
Indonésia 8 6 8 22
Coréia do Sul 7 8 7 22
Dinamarca 3 3 4 10
Japão 1 1 4 6

 

Lendas que marcaram época

A história olímpica do badminton também é construída por atletas que protagonizaram grandes feitos. Entre os maiores nomes, o chinês Lin Dan é frequentemente citado como o maior de todos os tempos, sendo o primeiro a conquistar o bicampeonato olímpico no simples masculino, em Pequim 2008 e Londres 2012. O maior rival de Lin Dan foi o malaio Lee Chong Wei, que também marcou época ao ganhar três medalhas de prata consecutivas. 

No simples feminino, a espanhola Carolina Marín entrou para a história ao conquistar o ouro nos Jogos do Rio 2016, quebrando a hegemonia asiática e reforçando a expansão do badminton na Europa. Já o dinamarques Viktor Axelsen consolidou a força europeia ao vencer o ouro em Tóquio 2020 e Paris 2024, tornando-se uma das referências da atual geração.

A caminhada brasileira nas Olímpiadas

A participação brasileira no badminton olímpico é recente, a estreia aconteceu em casa, no Rio de Janeiro, em 2016. Na condição de país-sede, o Brasil levou seus primeiros representantes à competição, Ygor Coelho e Lohaynny Vicente. Ambos enfrentaram atletas de elite e, apesar das eliminações na fase de grupos, protagonizaram um ponto de virada para a modalidade no país.

Em Tóquio 2020, o Brasil já não contou com vagas automáticas e precisou garantir a classificação via ranking mundial. Ygor voltou a fazer história ao garantir a primeira vitória do badminton brasileiro em Jogos Olímpicos, superando Georges Paul, das Ilhas Maurício. O atleta esteve próximo de avançar às oitavas de final, sendo eliminado em um duelo equilibrado contra o japonês Kanta Tsuneyama. Além de Ygor, Fabiana Silva também representou o país no Japão.

Nos Jogos de Paris 2024, Ygor disputou sua terceira Olimpíada consecutiva, mas não conseguiu avançar às eliminatórias novamente. O grande triunfo brasileiro na capital francesa foi conquistado por Juliana Viana, que alcançou a primeira vitória feminina do Brasil em Olimpíadas, ao derrotar Lo Sin Yan, de Hong Kong.

O badminton segue evoluindo como modalidade olímpica, com mais países buscando encerrar com a hegemonia asiática na competição. Enquanto o Brasil está dando seus primeiros passos, sonhando com medalhas no futuro.

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São Paulo, 19 de dezembro de 2025

João Pedro Camacho

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