Foto – Reprodução: Campinas Badminton
Enquanto muitas crianças ainda brincam de imaginar qual profissão terão no futuro, Alexandre Amaral, o Alezinho, fala com convicção sobre seus planos: “Quero continuar carreira no badminton. Se não der certo, quero ser arquiteto.”
Aos 12 anos, atleta do Campinas Badminton, vem se destacando nas quadras e foi um dos principais nomes do Brasil no Pan-Americano Junior, disputado em julho deste ano, na Guatemala.
Sua rotina e quando tudo começou
Natural de Campinas, Alezinho começou no esporte aos sete anos, após o convite de um amigo para conhecer os treinos no Clube Fonte São Paulo. No começo, ainda dividia seu tempo com o futebol e o judô. Mas foi com a raquete na mão e a peteca no ar que encontrou seu verdadeiro talento. “No futebol eu não ia tão bem, no judô até ganhei medalha, mas percebi que onde mandava bem mesmo era no badminton”, relembra.
Atualmente, está na categoria sub-13 e treina todos os dias da semana no período da tarde, por duas horas e meia, com folga apenas aos domingos. No restante do dia, estuda pela manhã e aproveita a noite para fazer a lição de casa ou descansar.
A experiência no Pan Junior
Em julho, Alezinho representou o Brasil no Pan-Americano Júnior de Badminton, realizado na Guatemala. Jogando ao lado de Davi Haigert nas duplas masculinas, chegou até as quartas de final, sendo eliminado em uma partida equilibrada, com direito a set final disputado ponto a ponto. “Fui bem nos primeiros jogos, mas depois fiquei um pouco nervoso. Tinha muita gente assistindo e aquele último jogo acabou sendo decidido no detalhe”, conta.
A parceria com Davi vai além do torneio: os dois lideram juntos o ranking nacional da categoria e mostram forte entrosamento nas quadras.
Inspirações, consciência e paixão por esporte ainda em crescimento
Alezinho acompanha o circuito profissional e se inspira em nomes como Ygor Coelho e Juliana Viana. Gosta também de observar os outros atletas da Seleção Brasileira e sonha em seguir os mesmos passos.
Quando questionado sobre a pouca visibilidade do badminton no Brasil, Alezinho responde com maturidade surpreendente: “Acho que não é tão explorado, em comparação com outros países, como os Estados Unidos, lá tem muitos clubes e muitos atletas.”
Ouro em Mococa e sonho olímpico
Logo após a participação internacional, Alezinho voltou a competir em solo paulista e manteve a boa fase. Em agosto, conquistou o ouro no simples masculino da 3ª Etapa Estadual Aberta e Jovens de Badminton, realizada em Mococa (SP).
Apesar da pouca idade, já tem seus objetivos em mente e não esconde a ambição de disputar uma Olimpíada ou até um Mundial. Também cogita um intercâmbio no Canadá, tanto para treinar quanto para melhorar o inglês.
Com uma maturidade de gente grande, Alezinho mostra que está preparado para seguir construindo uma trajetória sólida nas quadras, ou quem sabe, nos desenhos da arquitetura.
Assista o bate-papo completo com o Alezinho a seguir:
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São Paulo, 4 de agosto de 2025
João Pedro Camacho