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Uma rotina pesada mas uma jovem persistente: Vivian Nanami, a promessa do Pinheiros no badminton

Foto – Reprodução: Esporte Clube Pinheiros

Acorda cedo, vai para o Esporte Clube Pinheiros, o treino começa às 8h e vai até às 11h. Depois almoça e toma banho no clube mesmo, correndo para não perder o horário do ônibus que a leva até a ETEC. As aulas vão das 13h até às 18h30. Já em casa, à noite, encara as tarefas do dia seguinte. Essa é a rotina de Vivian Nanami Iha, atleta de badminton, do Pinheiros, de apenas 15 anos.

Entre uma peteca e outra, vem construindo uma trajetória sólida nas quadras e foi recentemente convocada para representar o Brasil no Pan-Americano Júnior de Badminton, que acontece em julho, na Guatemala.

Em busca de uma raquete mais leve: quando tudo começou

A trajetória de Vivian Nanami no badminton começa aos sete anos, por influência dos pais, no Nippon Country Club, em Arujá (SP). Antes disso, tentou o tênis, mas não se adaptou. “Achei a raquete muito pesada. Quando vi o badminton, achei muito mais legal. É rápido e a raquete era mais leve também”, conta.

Sua primeira competição foi a Copa Pinheiros, em 2019, onde já chamou atenção dos técnicos do Paulistano. Mas o início da carreira foi afetado pela pandemia. “Fiquei dois anos parada. Quando tudo voltou, recebi um convite para treinar no Paulistano”, mencionou. Por lá, Vivian ficou até 2022. 

A evolução no Pinheiros e os desafios da rotina

Em 2023, Vivian recebeu o convite da treinadora Fran Lima para integrar a equipe do Esporte Clube Pinheiros. “Sempre fui muito competitiva e a Fran me ajudou a superar atletas que estavam em um nível acima do meu”, destaca.

A jovem divide o tempo entre os treinos e o Ensino Médio com ênfase em Design de Interiores na ETEC de Pinheiros. Com treinos pela manhã e aulas à tarde, a rotina é puxada. “Em época de campeonato é ainda mais difícil. Preciso correr atrás das matérias com meus amigos e professores”.

Medalhas, parcerias e inspiração

Mesmo com pouca idade, Vivian já conquistou títulos importantes. Entre os mais marcantes, estão o ouro no simples sub-17 na Etapa Nacional de Curitiba em 2023 e o título por equipes no Sul-Americano Júnior de 2024. “Em Curitiba eu era a mais nova da categoria. Fiquei com medo, mas mandei bem”, relembra.

Nas duplas mistas, joga ao lado do namorado, Fhelipe Santos, do Piauí. “A gente se entende bem em quadra. A distância atrapalha um pouco nos treinos, mas jogar com ele me dá confiança”, afirma. Nas duplas femininas, a parceria com Yasmin Kethllen, da Miratus, também é especial. Vivian enxerga nos seus parceiros as suas principais inspirações dentro do badminton. “Adoro ver eles jogando!”. 

Seleção, Pan-Americano e o futuro

Vivian disputou o Pan-Americano Júnior em 2024, no México, e voltará a vestir a camisa da Seleção Brasileira, na edição deste ano. “Ano passado foi importante para ganhar experiência. Agora quero buscar uma medalha”.

Apesar da longa caminhada até os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, mantém os pés no chão. “Ainda acho um pouco distante, mas vou passo a passo. Se tudo seguir bem, quero sim seguir carreira no badminton”.

Assista o Resenha Badbrothers completo com a Vivian a seguir:

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São Paulo, 20 de junho de 2025

João Pedro Camacho

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