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Loani Istchuk destaca evolução do parabadminton brasileiro e projeta futuro promissor
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Técnica Loani Istchuk/Foto-Reprodução: CPB
Treinadora do Clube Curitibano, Loani Istchuk fez parte da delegação do parabadminton brasileiro que alcançou resultados expressivos nas últimas competições. Da beira da quadra, a paranaense acompanhou a conquista de 13 medalhas nos Jogos Parasul-Americanos e outras 75 nas etapas internacionais realizadas no Brasil e no Peru. Empolgada com o atual momento, a técnica avalia que a modalidade passa por um processo de desenvolvimento e profissionalização no país e projeta um futuro positivo para os atletas brasileiros.
Sequência de grandes resultados
A recente série de bons desempenhos começou nos Jogos Parasul-Americanos, disputados em julho, na Colômbia. O Brasil subiu 13 vezes ao pódio e terminou na liderança do quadro de medalhas do parabadminton.
Em seguida, a delegação nacional conquistou 35 medalhas na etapa internacional realizada em São Paulo e fechou o período com outras 40 medalhas em Lima, no Peru, no início de agosto.
Para Loani, que acompanhou os atletas durante os torneios, os resultados são consequência de um processo de profissionalização que vem ocorrendo nos últimos anos. Segundo a treinadora, o avanço também já é percebido por profissionais estrangeiros.
“A sensação é que temos feito um trabalho muito mais profissional. Os clubes têm apoiado mais, temos mais treinadores capacitados, então nosso nível técnico aumentou bastante. Quando converso com treinadores de fora, eles sempre elogiam o parabadminton brasileiro”, afirmou Loani ao Badbrothers.
Além do trabalho desenvolvido diretamente pelos clubes e treinadores, a técnica destaca a importância dos investimentos em estrutura e organização realizados pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e outras entidades responsáveis.
Mundial de 2028: uma motivação
Um dos exemplos desse processo é a chegada do Campeonato Mundial de Parabadminton de 2028 ao Brasil. Para Loani, sediar a principal competição da modalidade no país pode representar um estímulo importante para os atletas brasileiros, além de ampliar a visibilidade do esporte.
“Esse Campeonato Mundial vem como motivação para muitos atletas brasileiros. Acho que a modalidade vai ficar mais forte, vai ter mais divulgação. Vejo só pontos positivos no Brasil estar sediando”, declarou a treinadora.
Do interior do Paraná à carreira como técnica
Nascida em Borrazópolis, no interior do Paraná, Loani é formada em Esportes pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Durante a graduação, teve experiências no futsal e no badminton.
Em 2013, no ano seguinte à conclusão do curso, recebeu a indicação para trabalhar como técnica de badminton em um projeto em Londrina. A oportunidade marcou o início da trajetória profissional na modalidade.
Desde então, Loani ampliou sua formação e realizou cursos da Federação Mundial de Badminton (BWF). Atualmente, possui as certificações Coach Level 3 e Tutora Level 1.
Experiência internacional em Paris
Em 2025, a treinadora foi convidada para participar da Conferência Mundial de Treinadores da BWF, realizada em Paris. O evento reuniu mais de 100 profissionais de diferentes países e contou com palestras de ex-atletas olímpicos que posteriormente seguiram carreira como treinadores.
Para Loani, a experiência está entre as mais importantes de sua trajetória profissional.
“Foi uma das melhores, ou a melhor experiência da minha carreira como treinadora. As palestras foram de ex-atletas olímpicos que viraram treinadores. Essa conversação e troca de experiências, com mais de 100 profissionais do mundo todo, foi um enorme aprendizado”, contou.
Expectativa por mais brasileiros em Los Angeles
Trabalhando diariamente com atletas que vivem o sonho paralímpico, Loani projeta um aumento da presença brasileira nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
Na edição de Paris 2024, o Brasil contou com três representantes no parabadminton: Vitor Tavares (SH6), medalhista de bronze, Rogério Oliveira (SL4) e Daniele Souza (WH1).
Para o próximo ciclo, a treinadora acredita que o país pode ampliar esse número e chegar a até cinco classificados.
“Esse é o ciclo que temos chances de classificar mais gente. Temos muitos atletas em busca das primeiras posições do ranking mundial. Acho que temos condições de classificar até cinco pessoas, existem condições para classificar mais, porém, acho bem difícil”, disse a técnica.
Vitor Tavares em busca do ouro
Além de projetar mais representantes brasileiros em Los Angeles, Loani também vê possibilidades de o país conquistar um resultado histórico com Vitor Tavares, atleta com quem trabalha no Clube Curitibano.
Medalhista de bronze em Paris 2024, Vitor aparece como um dos nomes brasileiros que podem brigar pelo título paralímpico em 2028. Para a treinadora, o equilíbrio da classe SH6 não diminui as chances do atleta, que vem trabalhando constantemente com o objetivo de chegar ao topo.
“Acho que o Vitor tem grandes chances de ganhar. Ele está trabalhando diariamente para isso. A classe dele está muito parelha, mas tenho certeza que ele vai com muita gana e vontade para tentar a medalha de ouro”, mencionou.
Confira a entrevista completa de Loani Istchuk ao Badbrothers a seguir:
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São Paulo, 21 de agosto de 2026
João Pedro Camacho
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