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Saque no badminton: regras, tipos e técnicas para executar o fundamento

Foto- Reprodução: Istock

Responsável por iniciar cada ponto, o saque no badminton vai muito além de apenas colocar a peteca em jogo. O fundamento exige precisão, atenção às regras e domínio técnico para evitar faltas e criar vantagens logo nos primeiros movimentos da troca de golpes. Entre limitações de altura, posicionamento dos pés e diferentes estratégias de execução, entender como funciona o saque é essencial tanto para iniciantes quanto para atletas mais experientes.

Entre as principais normas está a obrigatoriedade de golpear a peteca abaixo de 1,15 metro de altura, limite que corresponde aproximadamente à linha da cintura do sacador. Além disso, os dois pés precisam permanecer totalmente apoiados no chão e dentro da área correta de saque até o momento do contato com a peteca.

Outro ponto importante é a continuidade do movimento. Assim que o jogador inicia a ação da raquete, o gesto deve seguir para frente sem interrupções, recuos ou fintas. O saque também precisa ser realizado na diagonal, direcionando a peteca ao quadrado correspondente do lado adversário.

O posicionamento para sacar muda de acordo com a pontuação do atleta. Quando o placar do sacador for par, o saque acontece do lado direito da quadra; quando for ímpar, do lado esquerdo. A única exceção ocorre no primeiro ponto da partida, iniciado obrigatoriamente pela direita.

No badminton, existem dois principais tipos de saque: o curto e o alto. Cada um deles possui características próprias e são utilizados em situações específicas dentro do jogo.

O saque curto é bastante comum nas partidas de duplas. A intenção é fazer a peteca passar rente à fita da rede e cair próxima à linha frontal adversária, dificultando ataques imediatos do oponente. Esse tipo de execução exige toque suave, precisão e controle do pulso.

Já o saque alto aparece com mais frequência nos jogos de simples. Nesse caso, o atleta busca lançar a peteca em trajetória elevada, fazendo-a cair próxima à linha de fundo da quadra adversária. O objetivo é afastar o rival da rede e ganhar mais tempo de preparação para o lance seguinte.

Entre as faltas mais comuns está o contato com a peteca acima da altura permitida. Também são infrações tirar os pés do chão durante a execução, pisar nas linhas, posicionar-se fora da área correta ou interromper o movimento da raquete após iniciá-lo.

Para aperfeiçoar o fundamento, o controle da altura do golpe é considerado essencial. A repetição dos movimentos ajuda o jogador a manter o contato abaixo do limite oficial de 1,15 metro e desenvolver maior regularidade nas execuções.

No saque alto, a transferência de peso entre as pernas pode aumentar a potência sem comprometer o equilíbrio. Já no saque curto, a recomendação é utilizar um movimento mais curto e preciso, priorizando o controle da peteca próximo à rede.

Outra estratégia importante é variar os tipos de saque ao longo da partida. Alternar entre execuções curtas e altas dificulta a antecipação do adversário e amplia as possibilidades táticas durante o jogo.

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São Paulo, 28 de maio de 2026

João Pedro Camacho

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