Dupla Jaqueline Lima e Sâmia Lima/Foto-Reprodução: Ulisses Luiz/Fotop
O badminton brasileiro encerrou neste domingo (29) uma campanha de destaque no Brazil International Challenge, realizado no Ginásio do Paulistano, em São Paulo. Com quatro medalhas de ouro e duas de prata, o país teve um bom desempenho em finais marcadas por viradas e confirmou sua força diante da torcida.
A primeira decisão do dia foi na simples feminina, com a atleta olímpica Juliana Viana enfrentando a canadense Rachel Chan. Após perder o primeiro set, a brasileira reagiu, assumiu o controle da partida e conquistou o título de virada por 2 sets a 1 (16/21, 21/16 e 21/15).
“Acho que hoje a técnica quase não contou, contou mais o mental, a persistência e resiliência. E a torcida fez total diferença. Se não fosse pela torcida, talvez não teria virado o jogo”, afirmou Juliana ao Badbrothers.
Na sequência, uma final brasileira nas duplas mistas colocou frente a frente Davi Silva e Sânia Lima, do Paulistano, contra Fabrício Farias e Jaqueline Lima, do Pinheiros. Após saírem atrás no placar, Davi e Sânia dominaram as ações e garantiram o ouro com vitória por 2 sets a 1 (16/21, 21/19 e 21/12).
“A gente sabe que contra eles é sempre lá e cá. Às vezes eles ganham, às vezes a gente ganha. Então foi fundamental ter cabeça e frieza para sair com a vitória”, destacou Davi Silva.
Nas duplas femininas, mais um confronto entre brasileiras. Jaqueline Lima e Sâmia Lima, parceria número 1 do país, superaram Juliana Viana e Sânia Lima, também de virada, por 2 sets a 1 (13/21, 21/18 e 21/14).
“Foi um jogo difícil, elas são muito boas tecnicamente. Elas gostam de um jogo de muito mais rally, a gente gosta de um jogo mais de ataque. Mas a gente conseguiu se sobressair e estamos muito felizes com o resultado”, comentou Sâmia.
Encerrando o dia, Jonathan Mathias garantiu mais um título para o Brasil na simples masculina. Diante do japonês Akira Hanada, o brasileiro saiu atrás, mas ajustou a estratégia durante o jogo e conquistou a virada por 2 sets a 1 (17/21, 21/16 e 21/14).
“Entrei com uma tática de atacar mais o jogo e eu senti bastante dificuldade no início do jogo. Depois do primeiro set, o Marco (treinador) falou para pressionar mais ele, jogar a peteca mais em volta da quadra e aí começou a dar mais certo. Estou muito feliz de ter vencido esse título”, afirmou Jonathan.
Na única final sem brasileiros, nas duplas masculinas, os japoneses Takuto Goto e Yuta Oku superaram os canadenses Kevin Lee e Ty Alexander Lindemann por 2 sets a 0 (21/17 e 21/17) e ficaram com o ouro.
Confira a seguir o quadro de medalhas da competição:
| País |
Ouro |
Prata |
Bronze |
Total |
| Brasil |
4 |
2 |
– |
6 |
| Japão |
1 |
1 |
2 |
4 |
| Canadá |
– |
2 |
1 |
3 |
| EUA |
– |
– |
4 |
4 |
| Israel |
– |
– |
1 |
1 |
| México |
– |
– |
1 |
1 |
| Austrália |
– |
– |
1 |
1 |
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São Paulo, 30 de março de 2026
João Pedro Camacho