Mikaela Almeida e Kauana Beckenkamp/Foto-Reprodução: CBBd
A nova atualização do ranking mundial de parabadminton, divulgada pela Federação Mundial de Badminton (BWF), colocou o Brasil na liderança da categoria de duplas femininas da classe SL3-SU5. A parceria formada por Mikaela Almeida e Kauana Beckenkamp aparece no primeiro lugar do mundo, consolidando uma trajetória marcada por resultados expressivos em competições internacionais.
Mikaela compete na classe SU5, voltada a atletas com limitações nos membros superiores (braços e/ou mãos), enquanto Kauana integra a classe SL3, destinada a jogadoras com limitações significativas em uma ou nas duas pernas.
A dupla vem acumulando conquistas desde março do ano passado, quando faturou a medalha de prata no Torneio Internacional de Parabadminton da Espanha. A partir dali, as brasileiras passaram a figurar com frequência nas fases decisivas dos campeonatos disputados, alcançando o ouro em duas ocasiões: no Torneio Internacional do Peru, em agosto, e no Pan-Americano de Parabadminton, realizado em outubro, na cidade de São Paulo.
Na abertura da temporada 2026, Mikaela e Kauana também tiveram desempenho relevante no Mundial de Parabadminton, disputado no Bahrein entre os dias 8 e 14 de fevereiro. A parceria chegou às quartas de final e ficou próxima de garantir medalha, mas foi superada pelas chinesas Xiao Zuxian e Yang Qiuxia, atuais número cinco do ranking mundial.
Para o coordenador esportivo de parabadminton da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), Victor Lee, a liderança é consequência de um trabalho coletivo.
“Ter atletas ou duplas no topo do ranking mundial é a percepção de que o trabalho de todo o parabadminton brasileiro vem sendo feito de forma muito competente: atletas, técnicos, clubes, federações”, afirmou ao Badbrothers.
Victor também ressaltou que o posicionamento é fruto do investimento da entidade na participação constante de atletas em eventos fora do país.
“Significa também que o investimento da CBBd em participações brasileiras em competições internacionais acontece com frequência, pois só é possível um bom posicionamento no ranking mundial competindo fora do Brasil”, completou.
O Badbrothers entrou em contato com Mikaela Almeida e Kauana Beckenkamp em busca de declarações sobre a liderança no ranking, mas não houve retorno até o momento.
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São Paulo, 24 de fevereiro de 2026
João Pedro Camacho