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Conheça o AirBadminton: a versão ao ar livre do badminton que o Brasil já é campeão Mundial

Trio campeão mundial: Deivid Silva, Izak Batalha e Matheus Voigt/Foto-Reprodução: Badminton Pan Am

Criado pela Federação Mundial de Badminton (BWF), em 2019, com o intuito de levar o esporte além dos ginásios, o AirBadminton combina adaptação ao vento, regras próprias, novos formatos de jogo e já tem o Brasil entre as potências da modalidade em nível internacional.

O que é o AirBadminton? 

Diferentemente do badminton tradicional, que depende de ambientes fechados e sem correntes de ar, o AirBadminton foi pensado para ser praticado em superfícies variadas, como areia, grama ou piso duro. O objetivo continua sendo o mesmo: rebater a peteca por cima da rede e fazê-la tocar o chão no lado oponente, com ajustes que garantem estabilidade e fluidez à partida. 

A estrela do jogo: o AirShuttle

A grande inovação da modalidade é a AirShuttle. Enquanto a peteca convencional é feita de penas de ganso e extremamente leve, a versão do AirBadminton é produzida em material sintético, com design aerodinâmico exclusivo. Projetada para resistir a ventos de até 12 km/h, a AirShuttle mantém uma trajetória mais estável e promove uma durabilidade maior, aguentando melhor o contato com superfícies ásperas e raquetes com maior tensão.

A quadra e a “zona morta”

A quadra de AirBadminton possui dimensões específicas e uma marcação fundamental: a Zona Morta (Dead Zone). Para duplas e trios, a quadra mede 16m x 6 m, enquanto no simples o comprimento é o mesmo, mas a largura cai para 5m. Logo após a rede, existe um espaço de 2m de profundidade em cada lado denominado de Zona Morta. Se a peteca cair nessa área, o ponto se torna falta. A regra foi introduzida para estimular trocas mais longas e evitar jogadas curtas próximas à rede, que seriam imprevisíveis com o vento. 

A altura da rede também se diferencia de acordo com o piso: 1,55m em grama ou asfalto e 1,45m no centro quando montada na areia, compensando o afundamento dos pés dos atletas.

Formato de jogo e a novidade dos trios

Além das disputas padrões de simples (1×1) e duplas (2×2), o AirBadminton conta com o formato de trios (3×3), um dos atrativos da modalidade. Nesse sistema, um atleta não pode rebater a peteca duas vezes consecutivas. Depois de cada toque, outro companheiro deve efetuar a devolução, o que exige comunicação constante, troca de posições e estratégias coletivas mais elaboradas do que no badminton convencional.

Regras e sistema de pontuação

O regulamento foi pensado para partidas mais rápidas e atrativas. A recomendação da BWF é que os jogos sejam disputados em melhor de cinco games, com cada set indo até nove pontos. No caso de empate em 8 a 8, vence quem abrir uma vantagem de dois pontos ou quem alcançar primeiro os 11 pontos.

No saque, não existe divisão entre lado direito e esquerdo da quadra. O sacador deve estar atrás da marca de três metros, indicada nas laterais, podendo direcionar a AirShuttle para qualquer parte do campo adversário, desde que o peteca ultrapasse a Zona Morta. A troca de lados acontece ao final de cada game e também durante o game, quando o primeiro atleta ou equipe atingir cinco pontos.

Como jogar na prática

Para iniciar no AirBadminton, não é necessário equipamento específico. As raquetes de badminton tradicionais podem ser utilizadas normalmente. A única recomendação é reduzir a tensão das cordas, entre 18 e 20 lbs, já que a AirShuttle é mais pesada e pode danificar encordoamentos muito rígidos.

Brasil já no topo internacional

Mesmo sendo uma modalidade recente, o AirBadminton já colocou o Brasil em posição de destaque. Em 2025, a seleção brasileira conquistou o título do Pan-Americano por equipes, disputado em Lima, garantindo vaga na primeira edição da Copa do Mundo do esporte. 

No Mundial, realizado em dezembro nos Emirados Árabes Unidos, o país foi campeão na categoria de trios masculinos, com Deivid Silva, Izak Batalha e Matheus Voigt, além de conquistar a medalha de bronze no torneio por equipes. Os resultados confirmam o potencial brasileiro e consolidam o país como uma das potências do novo esporte.

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São Paulo, 24 de dezembro de 2025

João Pedro Camacho

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