Atleta da classe SL4 Kauana Beckenkamp/Foto: Alessandra Cabral/CPB
O parabadminton é um dos esportes paralímpicos que mais cresce no Brasil e sua estrutura é pensada para garantir igualdade entre os jogadores. A modalidade é dividida em seis classes funcionais, que agrupam os atletas conforme o tipo e o grau de limitação física, proporcionando partidas equilibradas e justas.
As duas primeiras categorias são destinadas aos cadeirantes:
- WH1 (Wheelchair 1): atletas com menor mobilidade no tronco e nas pernas, com maior comprometimento motor. Competem sentados na cadeira de rodas e, nos jogos de simples, utilizam apenas meia-quadra.
- WH2 (Wheelchair 2): atletas com maior controle de tronco e mobilidade, com menor comprometimento físico. Também competem sentados na cadeira de rodas e jogam em meia-quadra nas partidas de simples.
As classes seguintes reúnem atletas andantes, que competem em pé:
- SL3 (Standing Lower 3): jogadores com limitações significativas em uma ou nas duas pernas, o que afeta o equilíbrio e a marcha. Disputam simples em meia-quadra e duplas em quadra completa.
- SL4 (Standing Lower 4): atletas com comprometimento menor nos membros inferiores, atuando sempre em quadra completa.
- SU5 (Standing Upper 5): categoria voltada a competidores com limitações nos membros superiores (braços e/ou mãos), também jogam em quadra completa.
A sexta e última classe é a SH6 (Short Stature), composta por atletas com baixa estatura, geralmente em decorrência de condições como acondroplasia (nanismo). Essa categoria é jogada em uma quadra adaptada, com peteca posicionada em altura reduzida.
Além das partidas de simples (masculinas e femininas), o parabadminton conta com duplas masculinas, femininas e mistas, formadas de acordo com combinações funcionais específicas que buscam o equilíbrio competitivo.
Entre as formações estão:
- WH1-WH2: duplas em cadeira de rodas que equilibram a mobilidade entre os atletas;
- SL3-SL4: combinações de jogadores com diferentes níveis de comprometimento nos membros inferiores;
- Duplas mistas: podem unir classes distintas, como um atleta SL3 e outro SU5, equilibrando movimentação e alcance.
A única exceção é a classe SH6, que não forma dupla com outras categorias devido às adaptações específicas da quadra.
Apesar das particularidades de cada classe, as regras de saque e delimitação da quadra seguem princípios semelhantes aos do badminton convencional, adaptadas apenas para manter a competitividade entre os atletas.
Continue acompanhando todas as curiosidades do badminton e do parabadminton no portal do Badbrothers e em nossas redes sociais:
Instagram: @badbrothers_brasil
TikTok: @badbrothers_brasil
São Paulo, 28 de outubro de 2025
João Pedro Camacho